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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Rossio

A Câmara Municipal contratou as Oficinas do Convento por 30.371,00€ para criarem uma escultura para a requalificação do Rossio.
O orçamento do projecto é 1.496.115,20€. Quer isto que a escultura corresponde a 2% do investimento.
A questão que colocamos: é racional gastar mais trinta mil euros numa escultura, que provavelmente será semelhante aos mamarrachos do Parque Urbano?
Podem confirmar a veracidade da imagem aqui: http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=273811&lk=srch

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Em defesa do Quebra-Costas

Esta imagem é a nova planta do Quebra-Costas, escadaria e rua.

Esta fotografia é de Nisa. Serve para explicar mais ou menos o novo esquema da rua do Quebra-Costa com a passadeira ao meio e em redor a calçada, para assim tentarmos entender a planta.

Esta última imagem é o pormenor 2 da planta, correspondente à escadaria. Podem verificar as alterações feitas. Estando a vermelho o "material novo" e a verde o "material reutilizado".

Estas imagens foram retiradas dum pdf disponibilizado no site da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila (Freguesia Vila). Podem fazer o download aqui: http://www.jf-nossasenhoravila.pt/Default.aspx?Module=ArtigoForm&ID=31

Nota: Clicar nas imagens para aumentar o tamanho.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Em defesa do Quebra-Costas

Criámos um grupo no facebook: Em defesa do Quebra-Costas. Quem queira discutir e defender o Quebra-Costas junte-se a nós. Basta pesquisar no facebook: Em defesa do Quebra-Costas.

O Programa Montemor Pedra a Pedra contempla a remodelação da Rua do Quebra-Costas destruindo completamente uma referência patrimonial, uma marca e símbolo de Montemor. A destruição tem um preço e não são os 204.599,41€ que constam no orçamento do programa, mas a História. Por isso, nos insurgimos: Em defesa do Quebra-Costas.

«Para quem não sabe, o nome desta famosa rua do Centro Histórico não está ligado ao facto da sua subida ser difícil ou de se partir as costas ao subi-la, mas sim ao facto de esta rua vir cortar a encosta muito íngreme que ali existe.
Só possuímos referências conhecidas para esta rua no século XVII, no entanto, penso que deve ter sido construída ainda durante o século XV. Neste século estavam já activas as duas praças da vila – a Praça Nova no Castelo, mas fora de muralhas e a Praça do Arrabalde, actualmente, o largo da Junta de Freguesia de Nossa Senhora da Vila. A Rua do Quebra-costas seria assim a via mais directa para ligar estes dois importantes pólos das actividades sociais e económicas de Montemor quinhentista.»

Texto retirado do blogue http://montemaior.blogspot.com/2005/05/rua-de-quebra-costas.html

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pedras no Sapato

Recentemente arrancou em Montemor o projecto “Montemor Pedra a Pedra” que visa a reabilitação da zona história da nossa cidade. É inegável que o centro histórico e a cidade necessitam de ser preservados e conservados, é a casa de todos nós e gostaríamos de a ver arranjada, limpa e bonita. No entanto será que este é o momento de arrancar com tamanhas obras? Vivemos uma crise sem precedentes, atravessamos todos momentos muito difíceis e porventura poderá ainda piorar.

Montemor durante anos viu nascer obras que não eram prioritárias (piscinas cobertas, etc) e não se investiu na reabilitação do Rossio ou na ETAR.

Acho que ninguém se opõe às obras da reabilitação do Rossio, mas no que toca ao Quebra-Costas e à Rua Condessa de Valença o caso muda de figura. Destruir de tamanha maneira património histórico edificado pelos nossos antepassados é vergonhoso, quem nunca subiu o Quebra-Costas? Concordo que seja preservado, mas como está actualmente, é um tamanho crime o que está projectado realizar, o mesmo se passa em relação à Rua Condessa de Valença, que deveria manter os moldes actuais, é assim que se conserva o passado e a ‘mística’ que todos nós gostamos.

Lendo a Folha de Montemor do presente mês, em especial as declarações do nosso presidente de Câmara, vê-se que existe um sentimento de orgulho e de provas dadas. No entanto não posso deixar de reparar na demagogia existente, valoriza-se das obras do quartel dos Bombeiros… Quem não se lembra do cartaz que existia perto do antigo matadouro em que dizia que o governo não dava dinheiro para as obras do quartel? Que foi prontamente retirado um pouco antes do arranque das obras… Tudo serve para ser do contra. Nas mesmas declarações, o nosso presidente refere que é com estas obras que se consegue rejuvenescer a população e contrariar a desertificação… Quem disse a estes senhores que é com obras que se consegue fixação de população? Nada é sério nesta politica, não é com obras que se consegue captar população, é com qualidade de vida, emprego e desenvolvimento, coisa que, diga-se de passagem Montemor não tem, é a política do endividamento para caça ao voto. Não esquecer que muitas destas obras ficam prontas em altura de Autárquicas. Bem sabemos que a grande pasta do senhor presidente da Câmara é o castelo e que isso lhe poderá custar votos.

Diz-nos também o presidente da Câmara que a nossa autarquia tem uma sólida situação financeira, no entanto refere que está a ser tratado um empréstimo com o BCE ‘just in case’, como ficamos? Estamos ou não estamos bem de finanças? Com tantas obras (muitas delas fúteis) duvido muito.

Não é com chaves em rotundas.

Cláudio