quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Eventos em Montemor

Adicionámos um novo separador ao blogue chamado "Eventos em Montemor", que está por baixo do título do blogue ("Tal Tá Porra"). Basta clicarem lá e poderão ver uma de actividades que vão acontecendo no concelho de Montemor. Já fazemos isso no facebook. Contudo, nem sempre temos disponibilidade de ir lá sempre actualizar. De qualquer das formas, vamos, sempre que pudermos, continuar a colocar no facebook, em jeito de lembrete. Pedimos a quem souber de eventos e iniciativas que publique no nosso facebook, envie convite, mensagem ou mail para pudermos partilhar e divulgar com os nossos conterrâneos e para não perderem nada  do que se passa pela nossa terra encantadora.

Perguntas

Há cerca de um mês, colocámos duas questões, no nosso facebook.
A primeira "Trocaria os concertos em Montemor de Da Weasel, Xutos & Pontapés e de GNR por um de Tony Carreira?" surgiu após termos postos em causa o contracto de 45.000€ do Tony Carreira na Feira da Luz 2009, que até já haveria actuado em Montemor em espectáculo "fechado" e de seguida termos sido contrapostos com a afirmação "Trocaria os concertos em Montemor de Da Weasel, Xutos & Pontapés e de GNR por um de Tony Carreira".
A segunda "Caso a cidade de Montemor ficasse reduzida a uma freguesia quem escolheriam para presidente da Junta?" surgiu devido à controvérsia da redução de freguesias, nomeadamente, na cidade de Montemor, que ficaria reduzida a uma única freguesia.
Os resultados, até ao momento, foram os seguintes:

Trocaria os concertos em Montemor de Da Weasel, Xutos & Pontapés e de GNR por um de Tony Carreira?
Não - 20 votos (um deles do Tal Tá Porra)
Eu não, mas os meus pais e avós trocavam - 10 votos
Sim - 3 votos

Caso a cidade de Montemor ficasse reduzida a uma freguesia quem escolheriam para presidente da Junta?
Nenhum - 16 votos (um deles do Tal Tá Porra)
António Danado - 4 votos
Vitalina Roque - 2 votos
Ambos - 1 voto

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Foice o Trabalho e o Martelo

Passou nas noticias que o Centro de Emprego de Montemor aconselha os jovens a emigrar, é apenas uma sugestão, os jovens são livres de aceitar ou não, dependendo das suas vidas e condições oferecidas. Consideramos que o PCP não tem a mínima moral de criticar esta decisão, pois a autarquia na sua alçada nada fez para a criação de emprego nem de qualidade de vida em Montemor, não existe emprego jovem em Montemor.

Link da notícia na TSF: http://www.tsf.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=2134199

Cláudio

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A Pão e (Sem) Água

Recentemente temos recebido algumas queixas de montemorenses devido ao elevado preço da água, recebemos também informações em que, por exemplo, Lisboa e Arraiolos se praticam tarifas de água bem inferiores às de Montemor. Mas como não gostamos de falar sem documentos que atestem as nossas declarações, estamos já a tratar de reunir os dados para apresentarmos aqui.



Na nossa pesquisa sobre este problema, fomos ler o artigo de João Barnabé que está na Folha de Montemor referente a Agosto de 2009, para leitura obrigatória. Concluímos que o tempo passou e tudo ficou na mesma. Iremos apresentar em breve um comparativo actual entre Montemor e alguns concelhos.

A Folha de Montemor reflecte nesta edição de Agosto, o resultado de um trabalho de investigação sobre o preço da água em municípios contíguos e com uma realidade social e geográfica semelhante à do concelho de Montemor.

Obviamente que tivemos, por razões lógicas, o município de Montemor por unidade de comparação. Almejámos envolver todos os municípios do distrito de Évora, bem como alguns concelhos vizinhos com realidades análogas e comparáveis à de Montemor.

Contudo, por questões de tempo na chegada de documentos com as tarifas da água à nossa redacção, não conseguimos incluir todas as edilidades do distrito. Assim, são comparados neste nosso estudo, os tarifários aplicados ao consumo doméstico de água nos municípios de Montemor-o-Novo [CDU], Arraiolos [CDU], Vendas Novas [CDU], Portel [PS], Vila Viçosa [CDU] (distrito de Évora), Alcácer do Sal [PS] e Coruche [PS].

Estabelecemos ainda os seguintes valores de consumo: 5 m³; 10 m³; 20 m³; 50 m³.

Deste modo, para 5 m³ de consumo mensal, os habitantes de Montemor pagam 2,65Eur., equivalentes ao preço mais elevado dos municípios analisados. Seguem-se mais dois concelhos de bastião comunista: Vila Viçosa e Vendas Novas com 2,50Eur. e 2,00Eur. de factura, respectivamente.

Sucedem-se no ranking, três edilidades PS: Portel (1,90Eur.), Coruche (1,65Eur.) e Alcácer do Sal (1,60Eur.). Arraiolos, município limítrofe a Montemor, encerra a tabela com pagamentos de 1,25Eur. por 5 m³ de consumo doméstico.

Montemor lidera igualmente a tabela do preço da água para 10 m³ de consumo mensal, com uma factura de 11 Eur. para este consumo e Vila Viçosa ocupa o segundo lugar da tabela.

Ainda assim, os Calipolenses pagam menos três euros de água por mês do que os montemorenses. Em Portel e Alcácer do Sal, são praticados preços semelhantes: 5,80 e 5,00 Eur., respectivamente.

Em Vendas Novas e Arraiolos, os tarifários estabelecidos são também idênticos: 4,60Eur. e 4,50Eur., respectivamente.

Mas, atente-se ao fosso colossal do preço da água entre Coruche e Montemor. Os Coruchenses pagam apenas 3,30 Eur. de água por 10 m³ de consumo, ou seja, menos 7,70Eur. que as gentes de Montemor.

O concelho de Montemor volta a liderar a classificação dos preços da água para 20 m³ de gasto, pagando um consumidor de Montemor, 33,20Eur..

Em Portel, paga-se menos 3,20 do que em Montemor.

Em Arraiolos, os consumidores terão de desembolsar 27Eur. pelo consumo de 20 m³. Em Vila Viçosa, pagam-se 24 Eur. pelo consumo de 20 m³.

Em Alcácer paga-se 17,20 Eur. e em Vendas Novas paga-se 14,80Eur. por 20 m³ de consumo.

Em Coruche, paga-se a água cerca de 70% mais barato do que em relação a Montemor para esta quantidade de consumo (9,80Eur.).

Num consumo de 50 m³, Montemor desaparece dos primeiros lugar do ranking. Arraiolos surge então como líder desta classificação, com uma facturação de 175Eur. para esta quantidade de consumo.

Portel assume o segundo lugar da tabela, com custos de 142,50Eur. por 50 m³ de gastos de água. Em Coruche, pagam-se 97Eur.. Em Montemor, a facturação é dez euros mais barata (87Eur.).

Em Alcácer do Sal, os preços para esta quantidade de consumo são de 72 Eur. e em Vendas Novas de 69Eur..Desta pesquisa podemos referir dois factos capitais: apesar de termos estudado áreas geográficas próximas, encontrámos preços completamente díspares; a segunda verdade prende-se com o facto de os preços da água em Montemor serem dos mais caros da região. Serão os preços praticados em Montemor convidativos à fixação populacional e à atracção de novos habitantes para o concelho?

João Barnabé


Concelhos (partido)              5 m3       10 m3       20 m3       50 m3
Montemor o Novo   CDU     2,65 €    11,00 €     33,20 €     87,00 €
Vila Viçosa              CDU     2,50 €     8,00 €      24,00 €     128,50 €
Portel                       PS       1,90 €     5,80 €      30,00 €     142,50 €
Alcácer do Sal         PS        1,60 €     5,00 €      17,20 €     72,00 €
Vendas Novas         CDU     2,00 €     4,60 €      14,80 €     69,00 €
Arraiolos                 CDU      1,25 €     4,50 €      27,00 €    175,00 €
Coruche                  PS          1,65 €     3,30 €      9,80 €      97,00 €

Cláudio

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Mistérios do Além - tejo

Como se trocam as janelas do Curvo Semedo e se pinta a fachada e dois anos depois o tecto cai. O poder do além - ções.

Em 2010 foram gastos 31.446,89 € em Trabalhos de Beneficiação/Manutenção do Cine Teatro Curvo Semedo e mesmo assim o tecto caiu... http://www.base.gov.pt/_layouts/ccp/AjusteDirecto/Detail.aspx?idAjusteDirecto=200266&lk=srch

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pedras no Sapato

Recentemente arrancou em Montemor o projecto “Montemor Pedra a Pedra” que visa a reabilitação da zona história da nossa cidade. É inegável que o centro histórico e a cidade necessitam de ser preservados e conservados, é a casa de todos nós e gostaríamos de a ver arranjada, limpa e bonita. No entanto será que este é o momento de arrancar com tamanhas obras? Vivemos uma crise sem precedentes, atravessamos todos momentos muito difíceis e porventura poderá ainda piorar.

Montemor durante anos viu nascer obras que não eram prioritárias (piscinas cobertas, etc) e não se investiu na reabilitação do Rossio ou na ETAR.

Acho que ninguém se opõe às obras da reabilitação do Rossio, mas no que toca ao Quebra-Costas e à Rua Condessa de Valença o caso muda de figura. Destruir de tamanha maneira património histórico edificado pelos nossos antepassados é vergonhoso, quem nunca subiu o Quebra-Costas? Concordo que seja preservado, mas como está actualmente, é um tamanho crime o que está projectado realizar, o mesmo se passa em relação à Rua Condessa de Valença, que deveria manter os moldes actuais, é assim que se conserva o passado e a ‘mística’ que todos nós gostamos.

Lendo a Folha de Montemor do presente mês, em especial as declarações do nosso presidente de Câmara, vê-se que existe um sentimento de orgulho e de provas dadas. No entanto não posso deixar de reparar na demagogia existente, valoriza-se das obras do quartel dos Bombeiros… Quem não se lembra do cartaz que existia perto do antigo matadouro em que dizia que o governo não dava dinheiro para as obras do quartel? Que foi prontamente retirado um pouco antes do arranque das obras… Tudo serve para ser do contra. Nas mesmas declarações, o nosso presidente refere que é com estas obras que se consegue rejuvenescer a população e contrariar a desertificação… Quem disse a estes senhores que é com obras que se consegue fixação de população? Nada é sério nesta politica, não é com obras que se consegue captar população, é com qualidade de vida, emprego e desenvolvimento, coisa que, diga-se de passagem Montemor não tem, é a política do endividamento para caça ao voto. Não esquecer que muitas destas obras ficam prontas em altura de Autárquicas. Bem sabemos que a grande pasta do senhor presidente da Câmara é o castelo e que isso lhe poderá custar votos.

Diz-nos também o presidente da Câmara que a nossa autarquia tem uma sólida situação financeira, no entanto refere que está a ser tratado um empréstimo com o BCE ‘just in case’, como ficamos? Estamos ou não estamos bem de finanças? Com tantas obras (muitas delas fúteis) duvido muito.

Não é com chaves em rotundas.

Cláudio

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço

Transcrevemos na integra um texto publicado pelos nossos camaradas ciborrenses no seu blogue (http://pfciborrenses.blogspot.com). Nós também gostávamos de obter respostas e dados às perguntas colocadas.

«A situação da gestão da água para consumo humano e águas residuais no concelho de Montemor-Novo é desastrosa e a culpa é da entidade gestora: Câmara Municipal de Montemor – Novo (CMMN).
É lastimável!
Enquanto se canalizam fundos para moinhos, piscinas, campos de futebol, iluminação de castelos, requalificação de Rossios – os esgotos dos montemorenses continuam a correr para o Almansor sem qualquer tipo de tratamento. A CMMN “ prefere” pagar sistematicamente multas do que de uma vez por todas reconstruir e colocar em funcionamento a Estação de Tratamento de Águas Residuais da cidade.
No Ciborro a situação é idêntica. Apenas muda a linha de água – Ribeira das Barrosas. O mais incrível de tudo isto é que o partido que tem maioria na CMMN deste 1974 apelida-se o grande defensor das causas e serviços públicos do concelho. Mas que serviços? Aqueles serviços públicos por eles prestados como por exemplo o abastecimento de água e o tratamento de aguas residuais? Mas que grande hipocrisia!
Vejamos o caso concreto do Ciborro no que diz respeito ao abastecimento de água. As rupturas acontecem dia sim, dia não. A reposição da água é feita quase sempre nas 12horas seguintes, mas que qualidade tem essa água? Quais os níveis de desinfectante residual? São feitas análises de verificação? Onde estão os resultados? É feito o controlo operacional? Onde é possível ver os valores? Admitindo que tudo isto é verificado e está conforme a legislação em vigor e como tal assegurada a saúde dos ciborrenses, no que diz respeito ao consumo de água, estamos então perante uma grave falha de comunicação. Afinal nós pagamos um serviço que está constantemente a falhar e na qualidade de consumidores –pagadores temos o direito de saber quais as regras do jogo. E quando falamos de água para consumo humano a regra principal é saber se a água que bebemos é potável ou não!
Outras questões a colocar prendem-se com a origem das rupturas. Serão as condutas que já são antigas? E são de cimento e não aguentam a pressão da água? Sendo de cimento ainda tem fibrocimento com amianto? (o amianto possui características cancerígenas e foi totalmente proibido em Portugal em 2005). Se sim, como é assegurada a protecção aos trabalhadores camarários que efectuam as reparações?
Todas estas questões ainda não tem resposta por parte de quem gere a água, ou pelo menos não tem resposta pública.


Relembro a entrevista que o presidente da CMMN deu ao Diário do Sul no dia 21 de Dezembro de 2007. Quando questionando com o problema do abastecimento de água na freguesia do Ciborro, disse mais ou menos isto:
" …a indignação da população é mais uma questão política do que outra coisa qualquer “


Não é questão política coisa nenhuma. É a reivindicação de um direito. O direito a ser informado e o direito á saúde. É que os problemas relacionados com a água são problemas de Saúde Publica. Mesmo assim o partido que nos governa a nível concelhio anda constantemente a gritar-nos aos ouvidos:
“Somos defensores dos serviços públicos e defendemos a saúde para todos os montemorenses”
No entanto, correm esgotos a céu aberto e a qualidade da água para consumo é deficiente ou na melhor das hipóteses sujeita a levantar muitas dúvidas.
Perante a qualidade dos serviços públicos prestados pela CMMN é caso para dizer: “Olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço.”»